Que som é este?

Pai, que som é este?

Que som é este que escuto desde que nasci?

Que perfeita junção de tom e sobretom, de razão e emoção é essa?

Que faunos ou musas corrompi para poder ouvir isso?

De onde vem esse poetinha que encontra versos onde outros passaram batido?

Onde estavam essas notas onde outros pensaram terem tido?

E por falar em saudade, onde andava você?

Onde andava, onde andou, onde diabos anda esse corpo, que me deixa louco de tanto prazer?

Onde anda esse louco que achou saber onde andava você?

Onde estamos pisando, pele, seda, fio brando, onde sinto, pulsando, você.

Me tira o ar, me nega a vida, me pesa a razão, me tira o chão, me diz sofrida

Que horas são, quem és garrida, onde és o dom – te dou o som – se faz ferida.

Estou só, o Tom me acompanha

Me sinto o nó, me sinto entranha

Eu sou o sol, o riso acanha

Eu vivo só, força tamanha

Eu quero paz, eu quero luz

Eu quero somente ser o que produz

Viver na terra, viver no atol

É o fim do caminho

Quero muito mais, quero viver sem limite

Quero tudo, quero mais, quero mais…

Onde escuto limite, quero espaço

Onde vejo fim, quero vazio

Onde sinto chão, quero vertigem

Onde dizem não, simplesmente, não quero.

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