Tarde de Verão

Poucas coisas são tão agradáveis quanto um fim de tarde de Verão à beira-mar. E a sensação de plenitude aumenta se você estiver em Florianópolis (E não escrevo isso só porque nasci aqui! Quem conhece, sabe do que estou falando). Hoje, voltando deste lugar delicioso da foto, que é Santo Antônio de Lisboa, me lembrei desta música do Vinícius  e do Toquinho, igualmente deliciosa: Tarde em Itapuã.

E é com ela que eu faço um brinde ao Verão, que pra mim é sinônimo de leveza e alegria.

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Imagem – Dante Milano

Uma coisa branca,
Eis o meu desejo.

Uma coisa branca
De carne, de luz,

Talvez uma pedra,
Talvez uma testa,

Uma coisa branca,
Doce e profunda,

Nesta noite funda,
Fria e sem Deus.

Uma coisa branca,
Eis o meu desejo.

Que eu quero beijar,
Que eu quero abraçar,

Uma coisa branca
Para me encostar

E afundar o rosto.
Talvez um seio,

Talvez um ventre,
Talvez um braço,

Onde repousar.
Eis o meu desejo,

Uma coisa branca
Bem junto de mim,

Para me sumir,
Para me esquecer,

Nesta noite funda,
Fria e sem Deus.

Extraído do livro “Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século

Os Cem Melhores Poemas Brasileiros do Século

Quando estava dando uma olhada neste livro, ainda na livraria, eu fiquei pensando em quantas pessoas gostam de poesia mas – por algum motivo (indicação, falta de conhecimento, preferência, preguiça, T.O.C) – ficam sempre nos mesmos autores. Como ter uma noção geral da poesia brasileira neste último século, de uma maneira bem abrangente?

Acredito que isso possa ter passado pela cabeça de Italo Moriconi quando publicou esta seleção. Pelo menos foi o que EU pensei quando vi o livro.

Confesso ter meus autores preferidos, mas também admito (momento terapia) que por N motivos me mantive lendo os mesmos de sempre. Na real, é um pouco de tudo que citei lá em cima…

Ao dar uma lida nesta seleção, descobri diversos escritores que nunca tinha ouvido falar. Com isso, descobri uma maneira gostosa de ter uma visão geral da poesia brasileira e já estou com alguns nomes anotados para ir atrás e buscar saber mais da obra. Indico a todos.

Vou transcrever um deles (de um dos “novos” escritores) em um próximo post.

Segue link sobre o livro.

Eterno Drummond

Estive ausente, eu sei. Mas, como bem escreveu um dos nossos grandes poetas, Drummond – o eleito para o post de hoje:
“Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim”.

Desta forma, não estive em falta, só fiquei um pouco mais introspectiva neste período. E como estar em dia com a poesia, é também estar em contato comigo mesma, retorno mais plena e feliz.

Volto com um novo VideoPoema (Ok, nem tão novo assim, pois ficou um tempinho adormecido, na “gaveta”). Espero que gostem.

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