Maria Gadú

Maria Gadú

Não sei se todos já ouviram falar de Maria Gadú. Ela é considerada a nova sensação do cenário musical brasileiro. Uma paulistana radicada no Rio, 22 anos com uma voz deliciosa. Explico: o timbre dela é daqueles meio roco, meio preguiçoso, gostoso de ouvir. Super afinada, Maria Gadú ainda tem um excelente gosto pra repertório e arranjos.

No seu CD de estréia, destaco 2 faixas: A História de Lilly Braun (Chico Buarque) e Baba (Kelly Key). Tudo é bom (tem várias levadas gostosas, vale ouvir o CD todo) mas estas duas tem um sabor especial.

A versão dela para a música do Chico ficou totalmente jazz, com muito swing, totalmente solta. Com certeza Chico deu um sorriso…

A releitura de Baba (aquela Baba Baby) me impressionou mais pelo fato de, na sua versão original, ter ficado com uma cara específica – aquela cara de que vai ser aquilo e nunca ninguém vai querer mexer com ela.. Engano total: a versão da Maria Gadú, acústica, deixou espaço para se ouvir sua voz envolvente e a música ainda ganhou nova vida no arranjo intimista e exato. Sem mais nem menos. Foi o que tinha que ser. Mais um ponto pra ela.

No CD tem ainda uma versão de “Ne Me Quitte Pas” (Jacques Brel) e a famosa (tá na rádio direto) “Shimbalaiê”, que se significa algo, desconheço…