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Ouvindo Itapema no carro, já chegava em casa quando começou a tocar uma música gostosa, que me chamou a atenção. Estacionei e esperei ela acabar, aguardando também a locutora anunciar o nome da música e de quem seria aquela voz. Nada. Ela já comunicava a canção seguinte.
Subi e fui logo conferir na internet a programação da rádio. Decobri que a dona da voz é Clara Moreno, mais uma boa safra da nova geração da MPB. E a música, com um balanço e uma letra deliciosa, chama-se Meu Samba Torto. Mas desce leve, reta e fluida pelos meus ouvidos. Ah, como eu amo bossa nova!
Pra quem tiver interesse em saber um pouco mais sobre a cantora e sua discografia, aqui vai o link para um post interessante.

Não sei se todos já ouviram falar de Maria Gadú. Ela é considerada a nova sensação do cenário musical brasileiro. Uma paulistana radicada no Rio, 22 anos com uma voz deliciosa. Explico: o timbre dela é daqueles meio roco, meio preguiçoso, gostoso de ouvir. Super afinada, Maria Gadú ainda tem um excelente gosto pra repertório e arranjos.
No seu CD de estréia, destaco 2 faixas: A História de Lilly Braun (Chico Buarque) e Baba (Kelly Key). Tudo é bom (tem várias levadas gostosas, vale ouvir o CD todo) mas estas duas tem um sabor especial.
A versão dela para a música do Chico ficou totalmente jazz, com muito swing, totalmente solta. Com certeza Chico deu um sorriso…
A releitura de Baba (aquela Baba Baby) me impressionou mais pelo fato de, na sua versão original, ter ficado com uma cara específica – aquela cara de que vai ser aquilo e nunca ninguém vai querer mexer com ela.. Engano total: a versão da Maria Gadú, acústica, deixou espaço para se ouvir sua voz envolvente e a música ainda ganhou nova vida no arranjo intimista e exato. Sem mais nem menos. Foi o que tinha que ser. Mais um ponto pra ela.
No CD tem ainda uma versão de “Ne Me Quitte Pas” (Jacques Brel) e a famosa (tá na rádio direto) “Shimbalaiê”, que se significa algo, desconheço…
